O Doutor Propaganda __________________________________________________twitter@kekofig
quinta-feira, 27 de outubro de 2011
É Proibido Sorrir
Humor é o tema atual da minha pesquisa acadêmica, e o Jornal Perfil Econômico abriu espaço para que eu traduzisse para termos leigos o que venho descobrindo. Divirta-se.
sexta-feira, 14 de outubro de 2011
Mega Entrevista
Keko
https://docs.google.com/document/d/1SOioWpSs7KQdZIEMOW5g8zdPHVPGdneZWYxJwtqJdfg/edit?hl=en_US
sábado, 8 de outubro de 2011
Tia Anastácia Comprou um Celular
Eu, minha mulher e, principalmente nossos filhos temos a sorte de termos a deliciosa e figura da Tia Anastácia em casa. Aquela preta velha brava e rabugenta mas também cheia de carinho, que cuida das crianças como parte da família. Tias Anastácias são figuras em extinção nas grandes cidades, mas existem aos milhares pelos rincões do país. São pessoas simples, com um coração enorme e com muito pouca educação formal. No caso da nossa, quase totalmente analfabeta, a cada mudança de horário de verão é minha mulher quem ajusta seu despertador analógico para o novo horário.
Pois bem. Vivemos nesse mundo abarrotado de tecnologia, com as empresas competindo para lançar smartfones cada vez mais smarts... Já são mais de 224 milhões de aparelhos, segundo a Teleco, dados de agosto/11. Desses, temos 84% em tecnologia GSM e 11% em WCDMA, ou 3G, apontando para um crescimento forte nessa área com tendência de estagnação da tecnologia 2G. Todo o mercado se movimenta em direção à máquinas mais sofisticadas, capazes de reproduzir videos, e processar informações em velocidade suficiente para tornar o skype viável no celular.
Legal né? É mas é a Tia Anastácia? Ela não consegue regular o despertador!!! Será que não tem nenhum geninho de marketing que consegue parar de pensar um pouco no próprio umbigo e olhar com clareza o mercado. Segundo o Pnad do IBGE 20,3% dos brasileiros são analfabetos funcionais, ou seja, são pessoas que como a nossa querida Tia Anastácia aqui de casa, se atrapalham terrivelmente com seu novo celular. Ela chegou toda pimpona com seu pré-pago novo, logo pedindo para meu filho programar o celular para ela. Em minutos o garoto de 11 anos já havia compreendido o funcionamento e organizado o aparelho para nossa preta veia. Mas quem disse que ela conseguiu operar o telefone? Ahh, que dó! 20% da população é um mercado razoável, digamos algo em torno de 25, 30 milhões de pessoas, descontando crianças e miseráveis. Será que esse volume de consumidores não interessa às operadoras? Não dá para fazer aparelhos simples, low end sem vergonha de ser feliz? Lembrem-se da tia Anastácia. Quem teve uma sabe o valor que ela tem.
quinta-feira, 6 de outubro de 2011
Eu e Gisele, Gisele e Eu
Sim, comemorar o fato de que a cultura, pouco a pouco vai alimentando o intuitivo mercado publicitário. Essa semana o mais importante veículo do mercado publicitário, o Meio & Mensagem deu uma matéria sobre o caso Hope/Gisele, que contou com uma pequena contribuição minha. Leia abaixo.
Em meio à polêmica, modelo impulsiona negócios e acelera o plano de expansão da empresa
ROSEANI ROCHA| »
03 de Outubro de 2011 • 14:20
+
Padula, da Hope, marca de 45 anos. “Seria absurdo qualquer atitude que desvalorizasse nosso público feminino”, diz a empresa, em comunicadoCrédito: Arthur Nobre
Fundada há 45 anos, a marca caiu na boca do povo nas últimas semanas, não necessariamente pelos motivos desejados. A polêmica em torno da campanha com Gisele Bündchen, acusada de ser “sexista”, contudo, talvez venha a calhar. Chega em um momento de expansão da marca, que se consolida em uma rede extensa de pontos multimarcas — sete mil no total —, em processo de conquista dos seus próprios espaços no varejo.
Criada por Nissim Hara, a Hope tem o seu núcleo administrativo e de criação de peças de lingeries, pijamas e cosméticos no bairro paulistano do Bom Retiro, mas a produção concentra-se no Ceará. Em 2005, a companhia passou a abrir lojas próprias, pelo sistema de franquias. Hoje, são 65 franqueados, e os planos são de fechar 2011 com algo entre 85 e 90 lojas. “A média de investimento é de R$ 350 mil, o que inclui estoque, mobiliário, taxa, mais o valor do ponto comercial, que pode variar muito”, diz Carlos Eduardo Padula, diretor comercial da Hope.
Outra novidade no varejo é a abertura de lojas de rua. A primeira será aberta neste mês, em Juiz de Fora (MG). “Vamos inaugurar algumas lojas-conceito. A primeira na Rua Oscar Freire, até o fim deste ano. Terão produtos e serviços especiais, como a customização das peças”, diz Sandra Chayo, diretora de marketing.
Mas é delicada a convivência harmoniosa entre as lojas multimarcas e franquias. “O crescimento no varejo multimarcas também é estratégico. Não temos intenção de expandir muito mais esses pontos, mas ganhar share em cada um daqueles com quem já lidamos”, destaca Sandra.
Com market share anunciado de 12% a 13%, a empresa prevê crescimento entre 25% e 26%. O combustível dessaperformance é ela, a top model Gisele Bündchen, garota-propaganda da marca que decidiu ter sua própria linha de lingeries, a Gisele Bündchen Brazilian Intimates, produzida pela Hope, com uma linha de produtos de maior apelo sensual.
Na semana passada, a campanha desenvolvida pela Giovanni+DraftFCB foi motivo de queixa de seis mulheres na Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, ligada à Presidência da República, por considerarem os filmes “sexistas”.
Intitulada “Hope ensina”, a campanha tem comerciais que mostram duas maneiras de contar ao marido problemas como ter batido o carro ou estourado o cartão de crédito. Nas opções “erradas”, a modelo aparece vestida. Nas “certas”, está somente de lingerie.
Campanha no Conar
Mesmo gente do mercado estranhou o mote, e ao menos um ícone do mercado chegou a classificar a ação como “um dos piores usos de Gisele Bündchen” na publicidade. Na quinta-feira 29, as queixas chegaram ao Conar, que decidiu abrir um processo para analisar a campanha, cuja veiculação está prevista para até o fim de outubro.
A marca parece confiante. Padula afirma não ter um “plano B”, por não acreditar em uma suspensão. Ele e a diretora de marketing da marca afirmam que a intenção era somente a de usar um estereótipo de forma divertida, e nunca tratar as mulheres de forma pejorativa.
Em nota enviada à Secretaria, a empresa se justificou: “Seria absurdo se nós, que vivemos da preferência das mulheres, tomássemos qualquer atitude que desvalorizasse nosso público consumidor.”
Pesquisador da Universidade Mackenzie, Celso Figueiredo Neto destaca que o Brasil é um país mundialmente famoso justamente pelo tom bem-humorado, irreverente e alegre. “Algumas soluções têm sido adotadas. Uma técnica muito utilizada é a hipérbole visual.
Nesse caso, mantém-se o sistema de superioridade, mas a situação de ridicularização é tão exagerada que o consumidor não se projeta naquela posição, não se ofendendo, portanto”, argumenta em artigo. O pesquisador defende a liberdade das agências cujo trabalho é definido como um “constante arriscar-se”.
Com ou sem gafes, a presença de Gisele tem tido impacto positivo. “A marca ganhou mais sofisticação. Gisele é a cara da mulher Hope”, diz Sandra. A Hope exporta para 18 países, possui lojas em Israel e Portugal. E uma, de 170 metros quadrados, a ser inaugurada em Buenos Aires, dia 10 de outubro, em Palermo Soho.
quinta-feira, 22 de setembro de 2011
"Boas ideias ainda são essenciais"

No último dia 21 de setembro, a Agência Propagação – agência experimental de propaganda da Faac/Unesp – e o Grupo de Estudos Publicitários, GEP, promoveram a palestra “Criação Publicitária”, ministrada pelo Prof. Celso Figueiredo Neto. Formando em Comunicação Social pela Escola Superior de Propaganda e Marketing - ESPM, Celso é professor dos cursos de Publicidade e Propaganda da Universidade Presbiteriana Mackenzie e da Fundação Armando Álvares Penteado – FAAP. Como mediadora, a palestra contou com a professora da Faac Lucilene dos Santos Gonzales, responsável pela Agência Propagação e pelo GEP.
Em sua palestra, Celso abordou a dinâmica da criação publicitária, principalmente os desafios de a propaganda conseguir manter uma comunicação eficiente com o público em meio à evolução das novas formas de mídia. De acordo com ele, a era da informação impõe que a publicidade também chame a atenção do público que não está interessado em um determinado produto e marca. Por isso, os recursos de persuasão aplicados nas propagadas devem ser planejados para que suas mensagens não se desgastem com o tempo.
Outro ponto importante enfatizado por Celso é a relação que a publicidade estabelece com o público nos dias de hoje. Com as novas tecnologias de comunicação, não se tem mais a garantia de público que existia antes. “O grande desafio hoje em dia é fazer a comunicação sem ter a certeza que o público está ouvindo”, explica Celso. Por causa disso, a publicidade deve buscar uma troca de conteúdos com seu público. A imagem do produto deve se identificar com o consumidor, tendo a relação de consumo como uma consequência dessa comunicação.
Celso conclui que, nesse cenário de convergência de mídias, todos os setores da comunicação devem estar envolvidos na produção dos conteúdos publicitários, de forma a tornar a marca a ser divulgada mais próxima do consumidor. Porém, o grande diferencial de uma campanha publicitária ainda são as boas ideias, que agregam valor ao produto anunciado e resultam em uma campanha mais econômica, do ponto de vista dos recursos midiáticos utilizados, e mais eficiente.
quinta-feira, 8 de setembro de 2011
EU, ROBÔ

quinta-feira, 1 de setembro de 2011
Refém da Redundância
Você já teve a sensação de estar sendo tratado como burro? Eu já. Aliás, tenho tido essa sensação cada vez com mais frequência, e uma coisa é certa: não estou ficando mais inteligente. A resposta, portanto, é que estão mesmo me tratando como tapado. Mais e mais as mensagens vem cheias de redundâncias, lotadas de repetições como se a mera menção do assunto não fosse suficiente para que o indivíduo fosse capaz de captar o conteúdo a ser transmitido. Difícil entender o porquê. Arrisco duas explicações.
sexta-feira, 19 de agosto de 2011
No país da Tautologia
Com tanta fama de criativo, exuberante, interessante e ousado o brasileiro parece estar indo contra a própria tradição.


Ou será que se abateu sobre o Planalto um imenso medo de ferir suscetibilidades de minorias, maiorias, madonas ofendidas ou coronéis enraivecidos. Na dúvida, melhor não dizer nada. A questão é: se é para nada dizer, então para que gastar uma fortuna do nosso dinheiro em propaganda inconsistente e vazia?
domingo, 31 de julho de 2011
50 Conselhos Essenciais
i
about

#the50 is the first
fully-Tweetable primer for graduating creatives.
My name is Jamie Wieck and I decided to write The 50 Things Every Creative Should Know (#the50) when I realised I was not the first, nor the last student to fear the leap between art college and the creative industry.
Inspired by my own, and my friend’s (sometimes rocky) experiences within the creative industry, #the50 addresses the most common concerns held by graduating creatives and aims to bridge the gap between art college and the professional world.
Each piece of advice has been written within 140 characters and features a consistent hash-tag, making them easy to share across Twitter.
Following its previous publication on mywebsite, #the50 now has a permanent home atthe-50.org – I hope its advice proves useful for many years to come.
1
you are not the first

There are very few ‘firsts’ these days. Countless others have started studios, freelanced and requested internships. It can be done. #the50
2
there is always
someone better

Regardless of how good you are, there will always be someone better. It’s surprisingly easy to waste time worrying about this. #the50
3
success is not
a finite resource

College fosters a zero-sum mentality: that someone has to fail for you to succeed. In truth, another’s success doesn’t limit yours. #the50
4
you cannot score
without a goal

If you don’t know what you want, then how can you pursue it? Having a goal defines an end point, and subsequently, a place to start. #the50
5
starting anything
requires energy

It takes more energy to start than it does to stop. This is true for physics, your career, and that idea you need to work on. #the50
6
the path to work
is easier than you think

To get into the industry you need just three things: great work, energy and a nice personality. Many forget the last attribute.#the50
7
have a positive self-image

Your self-perception is your most important asset. See yourself as the person you want to be and others will see this too. #the50
8
create a clean
and simple website

An online portfolio is the alpha and omega of your career. With a wealth of web services, there’s no excuse for not having a website.#the50
9
curate your work

Never stop editing your portfolio. Three strong pieces are better than ten weak ones – nobody looks for quantity, just quality. #the50
10
listen to your instincts

If your work doesn’t excite you, then it won’t excite anyone else. It’s hard to fake passion for mediocre work – scrap it. #the50
11
make your work
easy to see

People are lazy. If you want them to look at your work, make it easy. Most of the time employers simply want to see a JPG or PDF.#the50
12
hand-write addresses

Clients, prospective employers and potential clients gravitate to letters with handwritten addresses. The personal touch goes far. #the50
13
time is precious:
get to the point

Avoid profuse humour or gimmicks when contacting studios for work, they’ve seen it all before. Get to the point, they’ll be thankful.#the50
14
never take
an unpaid internship

This is not a necessary evil – a studio that doesn’t pay their interns (at least the minimum wage) is a studio not worth working for. #the50
15
do as many internships
as you can stand

Internships are a financial burden, but they are vital. They let you scope out the industry and find the roles that suit you best. #the50
16
don’t waste your internship

A studio’s work can dip, as can its energy. Ignore this and be indispensable, the onus is on you to find something that needs doing. #the50
17
make friends with a printer

A good relationship with a printer is invaluable – they will help you save money and the environment. #the50
18
find your local d.i.y. store
and pound shop

D.I.Y. and pound shops are great resources of cheap, ready-made artifacts ripe for tinkering, re-decoration and re-contextualisation. #the50
19
be patient

It’s not unusual to complete several internships and not find ‘a good fit’. Try applying to a studio you hadn’t considered. #the50
20
ask questions

Assume nothing. Ask questions, even if you think you know the answers. You’ll be surprised at how little you know. #the50
21
ask for opportunities

It will feel cheeky, but ask for things. Ask to be included in exhibitions, magazines, pitches – if you don’t ask, you can’t get. #the50
22
seek criticism, not praise

You learn nothing by being told how great you are. Even if you think your work’s perfect – seek criticism, you can always ignore it. #the50
23
make friends, not enemies

The creative industry is a small world: it’s a network where everyone knows everyone else. Remember this before pissing someone off.#the50
24
news travels fast

A good intern will find their reputation precedes them. Jobs are nearly always offered on this word-of-mouth evidence. #the50
25
don’t get drunk
at professional events

There’s a difference between being ‘merry’ and ‘paralytic’. The latter costs you your dignity, your reputation and possibly your job. #the50
26
network

There’s some truth in ‘it’s not what you know, it’s who you know’. Talk to people, send emails; at the very least sign up to Twitter. #the50
27
dress smart,
look business like

Take your work seriously? Then take your appearance seriously. Clients are more likely to deal with people who look like they care. #the50
28
never work for free

Working for free not only devalues the profession, but it makes you look weak. Even a ‘nice’ client will take advantage of this. #the50
29
negotiate

If you really have to work for nothing, negotiate. Clients and studios have access to many resources that can be viewed as ‘payment’.#the50
30
read contracts

Never sign a contract before reading it. Subsequently, don’t begin any job without a contract – you may have to write one yourself.#the50
31
make your invoice stand out

Businesses are deluged with invoices. Make yours stand out with colour or shape and it’s likely to rise to the top of the ‘pay’ pile. #the50
32
there’s no such thing
as a bad job

Always push yourself to do your best. Logically, there’s no way you can be dissatisfied with ‘having done your best’. #the50
33
there’s no such thing
as a bad client

The onus is on you to make a client relationship work, not the other way around. If it’s not working out, ‘fire’ them as a favour. #the50
34
embrace limitations

Limitations are invaluable for creating successful work: they give you something to push against. From this tension comes brilliance.#the50
35
the environment
is not a limitation

The environmental impact of your work isn’t a fashionable consideration – as a creative, it’s your most important consideration. #the50
36
boring problems
lead to boring solutions

Always interrogate your brief: re-define the question. No two briefs should be the same; a unique problem leads to a unique solution.#the50
37
new ideas are always ‘stupid’

New ideas are conceived with no context and no measures of success – this falsely makes them feel silly, awkward or even impossible. #the50
38
do not underestimate self-initiated work

Clients get in touch because of self-initiated work. Ironically, business is excited by ideas untouched by the concerns of business. #the50
39
justify your decisions

Clients fear arbitrary decisions – they want problem solving. Have a reason for everything, even if this is ‘post-rationalised’. #the50
40
show sketches,
not polished ideas

Clients often mistake ‘rough’ digital work for the final design. Show sketches for as long as you can, it makes them feel involved. #the50
41
work with the client,
not against them

You may think you’re right, but look at the client’s solution along with yours. Occasionally you’ll be surprised. #the50
42
don’t always take no
for an answer

Fight for superior solutions. Demonstrate your thinking to your client, take them through it – it’s hard to argue with logic. #the50
43
pick your battles

The creative industry is often infuriating, but not every argument is an argument that needs to be had. This takes time to learn. #the50
44
if you’re going to fail,
fail well

Being ambitious means you have to take on things you think you can’t do. Failures are unfortunate, but they are sometimes necessary.#the50
45
be an auteur

Regardless of who you’re working with, speak up if something’s not right. Take it upon yourself to be the barometer of quality. #the50
46
take responsibility
for failure

If a job’s going wrong take responsibility. It feels counter-intuitive, but responsibility means you can do something about it. #the50
47
share your ideas

You’ve nothing to gain from holding on to your ideas; they may feel precious, but the more you share, the more new ideas you’ll have. #the50
48
get out of the studio

Good design is crafted from understanding the relationships between things. These connections can’t be found when locked in a studio. #the50
49
awards are nice,
but not vital

Awards look good on the shelf, but clients seldom pick up the phone because of them. Solid work encourages that. #the50
50
don’t take yourself
too seriously

Take your work seriously, take the business of your craft seriously, but don’t take yourself seriously. People who do are laughed at. #the50





