

Muita gente que preza a liberdade como eu se sente às vezes vigiado, controlado por um grande big brother não dito, sussurrado, que reprova qualquer menção de personalidade. Entendem por "anormalidade" estarmos fora dos padrões que escolheram para sí, e que se arrogam o direito de estender a todos como se aquele fosse o único jeito "certo" de viver, de ser, de estar no mundo. A onda do politicamente correto sempre me incomodou por isso. É claro que as minorias merecem todo o respeito, bem como as etnias e os credos. Porém, parece que subjaz ao discurso politicamente correto um controle social, ou uma padronização do indivíduo que eu rejeito. Porque acredito que a beleza e a riqueza da humanidade está exatamente na diversidade!
Qual não foi minha surpresa, ao me deparar com a entrevista da Veja dessa semana, com o filósofo Denis Lerrer Rosenfield, um defensor das liberdades individuais que expressou, melhor do que eu jamais poderia, em palavras meu sentimento. Aqui alguns extratos da entrevista que julgo mais relevantes.
"ao tentar disciplinar a vida dos cidadãos o governo impõe a sua noção de bem"
"quando o estado se apodera do monopólio da virtude inicia um flerte com o autoritarismo, danoso para qualquer sociedade"
"um critério para medir o grau de liberdade de uma sociedade é o exercício de liberdade de escolha de seus cidadãos"
"a moralidade é do domínio da liberdade subjetiva, da consciência do indivíduo. Do ponto de vista moral, é quase impossível duas pessoas dividirem a mesma opinião sobre o que consideram 'bem' e 'mal' para si mesmas. O fator ético é a liberdade dos indivíduos concretizada por meio das instituições. A legislação deve se embasar no conceito de ético, no que é universalmente aceito como bem e mal."
faz pensar...