terça-feira, 24 de dezembro de 2013

A Piadinha que Custou o Emprego

Mais uma vez o twitter causou mais uma baixa. Dessa vez foi Justine Sacco, diretora de uma grande grupo de comunicação em NY postou um comentário infeliz no twitter antes de viajar à África do Sul. Chegando lá perdeu o emprego, mas já era tarde.


Aqui o link para a matéria. Clique em "ouvir" para ter acesso a minha análise completa.


Abaixo a imagem da página que publica a notícia e parte da minha análise.




23 DE DEZEMBRO DE 2013
Para especialistas, redes sociais acabam com divisão entre público e privado

Justine Sacco foi demitida após postar mensagem de cunho racista no twitter.
Reprodução Youtube
Justine Sacco era uma poderosa executiva em Manhattan, diretora de Comunicação de um grande grupo quando embarcou em Londres, nesta sexta-feira, em direção à África do Sul. Ao chegar na cidade do Cabo, 12 horas depois, era uma ilustre desempregada. Tudo por causa de um tuíte que ela publicou: “Indo para a África. Espero não ser contaminada pela Aids. Estou brincando. Sou branca!”. Apesar de ter apenas 200 seguidores no twitter, uma dessas pessoas retuitou a mensagem e o escândalo ultrapassou as fronteiras cibernéticas.
Para Luciana Ruffo, psicóloga do NPPI – Núcleo de Pesquisa da Psicologia em Informática, da PUC-SP, uma pessoa sozinha diante do computador ainda tem a ilusão de que ela está num ambiente protegido, cercada só de pessoas conhecidas. “Antigamente a rede de fofoca de era feita no portão da casa – a Internet tem um pouco essa função, mas com proporções absurdamente maiores”.
“A maior dificuldade hoje é as pessoas se darem conta do fim da privacidade”, diz Celso Figueiredo, doutor em Comunicação e professor e pesquisador da universidade Mackenzie, especialista em comunicação social. “O espaço do privado e do público foi se misturando e ele começa a criar imbricações entre o espaço pessoal e o profissional”.
Gafes esportivas e políticas
As gafes e foras nas redes sociais não são novidade. Nas últimas Olimpíadas, em Londres, uma atleta grega escreveu o seguinte: “Com tantos Africanos na Grécia pelo menos os mosquitos do Nilo Oriental vão comer comida caseira”. Já um jogador olímpico suíço de futebol postou que ia acabar com os sul-coreanos, que deveriam ser queimados e que eram mongoloides. Ambos foram expulsos das respectivas seleções e mandados para casa.
O mundo político também é campo fértil para tropeços cibernéticos. O mais ilustre é da primeira-dama Valérie Trierweiller, que em um tuíte no dia de eleições locais, elogiou um candidato, rival direto de Ségolène Royal, ex-companheira do presidente François Hollande.
 

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Estratégia Inside

Fui entrevistado pelo diário O Povo de Fortaleza acerca de uma novidade do mundo do patrocínio de futebol. Não entendo nada do ludopédio, mas de estratégia de comunicação, ah, isso eu entendo. Por isso o repórter Átila Varella me procurou para tentar entender o que estava por trás do patrocínio da Intel colocado no lado de dentro, avesso, das camisas do Barcelona. É a expressão do conceito Intel Inside.

A escolha do lado interno da camisa nada tem a ver com o número de pessoas que irá ver a marca, mas com a relevância que a marca, colocada no lugar em que o posicionamento dela faz sentido, ganha na veiculação.

Anunciar na camisa de um grande time é bom, dá grande visibilidade. Mas isso não é tudo, ou não é suficiente. Anunciar de modo que a escolha do veículo reforce o conceito da marca, isso sim é que é relevante, significativo, encantador. Taí mais uma jogada de mestre da Intel, que pode ser usada por uma imensa gama de indústrias que ainda patinam quando se fala em marketing industrial.