http://www.portugues.rfi.fr/geral/20130618-protestos-no-brasil-revelam-mal-estar-da-classe-media-dizem-especialistas
18 de Junho de 2013
Protestos no Brasil revelam mal-estar da classe média, dizem especialistas
Em Brasília, os manifestantes invadiram o Congresso Nacional
REUTERS/Ueslei Marcelino
A onda de protestos no Brasil atingiu seu ápice nesta segunda-feira: 250 mil pessoas foram às ruas em todo o país, em 12 capitais. Só no Rio de Janeiro, 100 mil pessoas participaram da passeata, que acabou em violência. Em Brasília, os manifestantes chegaram até mesmo a invadir o teto do Congresso Nacional. Em São Paulo, depois da repressão violenta da polícia na manifestação de quinta-feira, que resultou em dezenas de prisões e de feridos, a marcha foi pacífica. Em um dos trechos, os policiais chegaram a se sentar na rua e foram aplaudidos pelos manifestantes. Nesta terça-feira, a presidente Dilma Roussef demonstrou seu apoio e disse que seu governo está "comprometido com as transformações sociais."
Pablo Ortellado, professor do curso de Gestão de Políticas Públicas da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo e colaborador do Movimento Passe Livre, acredita que a questão do transporte ainda está no centro das reinvidicações. A mobilização teve início com a reinvidicação contra o aumento do preço do ônibus, e esta deve, segundo ele, continuar sendo o motor da contestação.
A diretora do Instituto Sou da Paz, Luciana Guimarães, acredita que a violência policial na manifestação de quinta-feira contribuiu para ampliar o movimento de contestação, e levou as pessoas a exigir o direito de protestar livremente, sem repressão.
Já o professor de Comunicação da Universidade Mackenzie em São Paulo, Celso Figueiredo, autor do livro "Propaganda Política, Estratégia, Personagens e Histórias das Mídias", os protestos também revelam o paradoxo que hoje vive a classe média brasileira. Com o desenvolvimento econômico, parte da população passou a ter acesso ao consumo, e passou a não aceitar a precariedade dos serviços públicos, por exemplo, que não condizem com um país que hoje é considerado como uma potência emergente.
Ouça o programa completo clicado no ícone 'Ouvir.'
A diretora do Instituto Sou da Paz, Luciana Guimarães, acredita que a violência policial na manifestação de quinta-feira contribuiu para ampliar o movimento de contestação, e levou as pessoas a exigir o direito de protestar livremente, sem repressão.
Já o professor de Comunicação da Universidade Mackenzie em São Paulo, Celso Figueiredo, autor do livro "Propaganda Política, Estratégia, Personagens e Histórias das Mídias", os protestos também revelam o paradoxo que hoje vive a classe média brasileira. Com o desenvolvimento econômico, parte da população passou a ter acesso ao consumo, e passou a não aceitar a precariedade dos serviços públicos, por exemplo, que não condizem com um país que hoje é considerado como uma potência emergente.
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